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Qual é a diferença entre a criptomoeda da China e o bitcoin?

Um termo muito comum na indústria cripto é a sigla CBDC (“moedas digitais emitidas por banco centrais”), que são criptomoedas emitidas e controladas por governos, consideradas como complementos, e não substituições, às moedas nacionais (“fiduciárias”).

Isso porque muitos governos não confiam no bitcoin, pois é uma criptomoeda descentralizada, ou seja, foi programada para funcionar “sozinha”, sem uma autoridade que possa alterar suas funções quando for conveniente.

Em 2019, o governo chinês começou a dar indícios de emitir sua própria criptomoeda, o yuan digital — também chamado de sistema DCEP (“Moeda Digital/Pagamento Eletrônico”).

Ainda não existem muitos detalhes sobre o yuan digital, mas grandes cidades chinesas estão realizando testes-piloto.

Em outubro, para testar a viabilidade e tecnologia da DCEP, a cidade de Shenzhen realizou uma espécie de loteria, pedindo que usuários se cadastrassem no sistema para concorrer a US$ 1,5 milhões em yuans.

Segundo o Decrypt, essa “mega-sena” permitiu que o país analisasse mais de 6,7 mil casos de uso para o yuan digital, como pagamentos de contas, serviços de buffet, transportes, compras e serviços governamentais.

DCEP é uma das soluções tecnológicas e financeiras mais ambiciosas até hoje pois, devido à constante impressão de dólar americano, a maior moeda do mundo pode estar com os dias contados.

“Bitcoiners”, defensores do bitcoin, consideram CBDCs uma bênção, mas também uma maldição. Por um lado, pode impulsionar a adesão de moedas digitais como um todo mas, por outro, a natureza centralizada das CBDCs vai contra o “ethos” de criptomoedas como o bitcoin.

Tanto o bitcoin como a DCEP são moedas digitais mas, por serem emitidas por entidades completamente diferentes, têm “filosofias” divergentes:

– bitcoin: lançado por um criptógrafo anônimo para facilitar transações internacionais, sem o intermédio de entidades centralizadas;

– DCEP: sistema criado pelo banco central da China para digitalizar a circulação do dinheiro físico pelo país, garantindo que o governo tenha controle completo sobre o “caminho” feito por cada centavo do yuan digital.

Em relação aos casos de uso, DCEP será usado de acordo com a preferência do governo chinês, como a “mega-sena” da cidade de Shenzhen, cujos ganhadores poderiam gastar seus yuans apenas em comércios específicos.

Já o bitcoin, por outro lado, é governado por um mecanismo de consenso, que dita a sua funcionalidade.

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