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Gigante chinês do comércio eletrónico aposta em gestora brasileira de programas de fidelidade

O Ant Group, subsidiário do gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba, chegou a acordo para adquirir uma participação de 5% na gestora brasileira de programas de fidelidade Dotz.

Num comunicado enviado, na quarta-feira, à Bolsa de Valores de São Paulo, a Dotz acrescenta que assinou um outro acordo de cooperação com o Ant Group para explorar novas oportunidades na área dos serviços financeiros digitais no Brasil.

O Ant Group vai nomear um membro do conselho de administração da Dotz, assim como o co-diretor do comité estratégico da empresa brasileira, refere o comunicado citado pela Reuters.

Segundo a agência noticiosa, o grupo chinês terá uma opção para comprar mais 10% da Dotz nos dois anos seguintes à oferta inicial de ações (OPA) da empresa brasileira.

A Dotz lançou recentemente uma OPA avaliada em cerca de 815 milhões de reais (US$146,35 milhões) e as suas ações deverão estrear-se na Bolsa de Valores de São Paulo a 13 de maio.

Fórum Macau

Butantan recebe 3 mil litros de IFA para produzir mais 5 milhões de doses da Coronavac

O Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira, mais 3 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para produção da CoronaVac. A matéria-prima vai ser suficiente para envasar mais 5 milhões de vacinas contra a Covid-19 em São Paulo. A Coronavac é produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O carregamento, vindo de Pequim, na China, num voo fretado da companhia aérea Turkish Airlines, chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 6h13.

O novo lote do IFA deveria ter chegado até ao final de março. Com o atraso, o Butantan vai completar a entrega das 46 milhões de doses de Coronavac ao Ministério da Saúde até 10 de maio. O cronograma inicial previa que essas doses seriam entregues ao governo federal até ao final de abril. O atraso ocorre porque o processo de envase e rotulagem, etapa final de produção da vacina, vai demorar mais duas semanas.

Inicialmente, o Butantan receberia 6 mil litros do IFA num único lote, mas o envio da matéria-prima foi dividido. Segundo o instituto, os outros 3 mil litros do insumo para a CoronaVac devem chegar antes do fim de abril, mas ainda não há uma data definida.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, quando questionado sobre a chegada de apenas metade da matéria-prima prevista, disse que o lote foi dividido devido a burocracias nos trâmites de exportação.

O Butantan suspendeu o envase de doses da vacina CoronaVac após atraso na chegada de matéria-prima. Para conseguir completar a entrega de 46 milhões de doses, prevista no primeiro contrato com o governo federal, o Instituto Butantan dependia da chegada do insumo da vacina, que é importado da China.

Em março, o Butantan recebeu uma remessa de 8,2 mil litros de IFA, correspondente a cerca de 14 milhões de doses. Outros 11 mil litros de insumos chegaram ao país em fevereiro.

Na semana passada, o Butantan entregou mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) e atingiu os 40,7 milhões de doses desde o início das entregas, a 17 de janeiro.

Após finalizar a entrega dos 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde referente ao primeiro contrato assinado, o Butantan deve entregar mais 54 milhões de doses ao governo federal até ao final de setembro.

Eficácia

Um estudo clínico feito pelo Butantan sobre a Coronavac mostra que a eficácia da vacina é maior do que nos resultados iniciais, divulgados entre dezembro e janeiro.

Segundo um artigo científico encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet, uma das mais respeitadas do mundo, a eficácia para casos sintomáticos de Covid-19 atingiu 50,7%, ante os 50,38% informados inicialmente. Ou seja, a vacina reduz para metade os novos registos de contaminação numa população vacinada.

De acordo com o estudo, a eficácia da CoronaVac pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina.

G1

Brasil recebe 2,3 milhões de kits de intubação vindos da China

Chegou ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), um lote de 2,3 milhões de kits para intubação de pacientes com covid-19. Os medicamentos foram fabricados em Lianyungang, na China. Os kits, que serão doados para o Ministério da Saúde, são compostos de sedativos, neuro bloqueadores musculares e analgésicos opioides - insumos básicos para realizar a intubação.

Os medicamentos foram trazidos ao Brasil e serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por um grupo de empresas formado pela Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras, Raízen e TAG, além da Vale, que deu início a ação há duas semanas.

Os 2,3 milhões de kits são um primeiro lote de um total de 3,4 milhões que devem chegar ao Brasil até o final do mês. No total, os medicamentos têm capacidade para serem utilizados em 500 leitos pelo período de um mês e meio. Os itens possuem autorização para importação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o grupo de empresas, a ação foi motivada pelo recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil e pela escassez de insumos para o atendimento a pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Na terça-feira, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) fez um alerta sobre o desabastecimento de anestésicos e medicamentos do kit intubação e considerou o cenário “gravíssimo”.

Os cerca de 160 hospitais que responderam ao levantamento apontaram que os estoques de anestésicos, sedativos e relaxantes musculares tinham, então, em média, de 3 a 5 dias de duração e que os antibióticos também começaram a ficar escassos.

Ministério da Saúde

Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a ação vai reforçar a assistência ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, “a obrigação de adquirir esses medicamentos é de estados e municípios. Todavia, estamos em uma emergência pública internacional e nós temos que tomar as providências necessárias para assegurar o abastecimento em todo o país, principalmente em municípios menores que não têm condições de compra”.

Segundo o Ministério da Saúde, assim que chegarem ao Brasil, os medicamentos serão enviados para todos os estados e ao Distrito Federal. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirma que "com base em experiências anteriores, a expectativa é de que em menos de 48 horas os medicamentos sejam distribuídos para todos os estados".

UOL

Estado do Rio começa a aplicar vacina Sinovac em funcionários públicos

O estado do Rio de Janeiro começou a aplicar, no dia 14 de abril, a vacina da empresa chinesa Sinovac em policiais e bombeiros, de acordo com a idade. O governo estadual antecipou a ação do plano de vacinação formulado em março, que inclui policiais civis, militares, criminais e de trânsito e bombeiros maiores de 50 anos.

Além de continuar aplicando a primeira dose da vacina em cidadãos com idade inferior a 68 anos em abril, os médicos com mais de 50 anos serão imunizados entre os dias 5 e 17.

CRI

Importações recordes da China disparam commodities brasileiras

Na esteira da recuperação econômica à crise da Covid-19 e da aceleração da indústria da China, as importações do país asiático registaram crescimento recorde no mês de março.  Dados divulgados nesta terça-feira, apontam um salto de 38,1% nas importações chinesas em relação ao ano anterior, para o patamar inédito de 227,1 bilhões de dólares. Esta é a maior alta desde fevereiro de 2017 e surpreendeu o mercado, que projetava uma alta de 23,3%. Para o Brasil, a notícia é promissora e impulsiona ainda mais as ações das empresas parceiras da China, isso em meio ao real desvalorizado.

Nesta manhã, os papeis da siderúrgica CSN crescem 0,43%, a 44 reais, e ontem fecharam em valor recorde. No ano, a CSN acumula alta de 37,77%. As ações da Vale, por sua vez, acumulam crescimento de 18,23% no ano. Tudo por causa da demanda chinesa pelo minério de ferro.

Chama a atenção a alta da importação de produtos que lideram a comercialização entre Brasil e China, que é o principal parceiro internacional brasileiro. O minério de ferro teve alta de 18,9%, enquanto grãos de soja subiram 81,6%, óleo alimentar (que inclui óleo de soja) 66,1% e carne 11,4%. No mesmo período, em março, o Brasil bateu o recorde histórico de exportação de soja, com 13,4 milhões de toneladas, um crescimento de mais de 24% em relação ao mesmo mês de 2020, último recorde para o mês — 10 milhões de toneladas foram comprada apenas pela China.

Segundo Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, “Nesta temporada, a soja nas bolsas de Chicago alcançou o melhor preço desde julho de 2013, perto dos 14 dólares”.

Além da retomada econômica, o recorde foi impulsionado pela alta nos preços das commodities, pressionadas pela volta da demanda internacional que formou um gargalo no escoamento da matéria prima. Além disso, a demanda interna chinesa aumentou, com expansão das encomendas de petróleo cru em 20,8%, de gás natural em 26,1%, de cobre bruto em 25% e de minério de cobre e concentrados em 22%.

Exportações

Enquanto as importações atingiram níveis recordes na China, as exportações cresceram em velocidade abaixo do esperado em março. A alta foi de 49% em relação ao ano anterior, enquanto em fevereiro o crescimento havia sido de 60,6%. Os analistas econômicos esperavam uma alta de 35,5%, portanto os resultados vieram acima da expectativa do mercado.

Ainda assim, o índice Shanghai Shenzhen CSI 300, que engloba as 300 maiores empresas do país, encerrou em queda de 0,16% nesta terça-feira. Os dados positivos geram uma preocupação nos investidores de que a rápida recuperação econômica chinesa possa antecipar a retirada de estímulos monetários do governo.

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