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Vacina da China será incluída no programa de imunização do Brasil.

O governo brasileiro incluirá a vacina Sinovac da China contra COVID-19 em seu programa nacional de imunização, disseram governadores de estados na terça-feira após reunião com o ministro da Saúde do país, além de uma desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Isso significa que a vacina experimental chinesa chamada Coronavac, que o maior estado de São Paulo esperava fornecer aos seus residentes, também pode ser usada para vacinar brasileiros em outros lugares, um grande sucesso para a Sinovac em um país de 230 milhões de habitantes.

O governo federal já tem planos de comprar a vacina do Reino Unido e produzi-la em seu centro de pesquisas biomédicas FioCruz, no Rio de Janeiro, enquanto a vacina chinesa está sendo testada pelo Instituto Butantan do centro de pesquisas do estado de São Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria, disse após reunião do Ministério da Saúde que o governo federal concordou em comprar 46 milhões de doses da vacina Sinovac.

O programa nacional de vacinação pode começar em janeiro de 2021, disse ele, o que pode torná-lo um dos primeiros esforços de imunização contra o coronavírus no mundo.

O Instituto Butantan disse na segunda-feira que os resultados preliminares dos testes clínicos em estágio final do CoronaVac em 9.000 voluntários provaram que a vacina chinesa de duas doses é segura.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que os dados sobre a eficácia da vacina não serão divulgados até que o teste seja concluído.

O resultado é apenas preliminar e os pesquisadores continuarão monitorando os participantes do ensaio em andamento, disse Covas. É o primeiro conjunto de resultados dos testes globais de Fase III da Sinovac, que também estão sendo conduzidos na Turquia e na Indonésia.

O governo de São Paulo já pediu aos reguladores de saúde que aprove o CoronaVac para uso, um passo importante no que poderia ser um dos primeiros programas de vacinação nas Américas.

 

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