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Butantan recebe 3 mil litros de IFA para produzir mais 5 milhões de doses da Coronavac

O Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira, mais 3 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para produção da CoronaVac. A matéria-prima vai ser suficiente para envasar mais 5 milhões de vacinas contra a Covid-19 em São Paulo. A Coronavac é produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O carregamento, vindo de Pequim, na China, num voo fretado da companhia aérea Turkish Airlines, chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 6h13.

O novo lote do IFA deveria ter chegado até ao final de março. Com o atraso, o Butantan vai completar a entrega das 46 milhões de doses de Coronavac ao Ministério da Saúde até 10 de maio. O cronograma inicial previa que essas doses seriam entregues ao governo federal até ao final de abril. O atraso ocorre porque o processo de envase e rotulagem, etapa final de produção da vacina, vai demorar mais duas semanas.

Inicialmente, o Butantan receberia 6 mil litros do IFA num único lote, mas o envio da matéria-prima foi dividido. Segundo o instituto, os outros 3 mil litros do insumo para a CoronaVac devem chegar antes do fim de abril, mas ainda não há uma data definida.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, quando questionado sobre a chegada de apenas metade da matéria-prima prevista, disse que o lote foi dividido devido a burocracias nos trâmites de exportação.

O Butantan suspendeu o envase de doses da vacina CoronaVac após atraso na chegada de matéria-prima. Para conseguir completar a entrega de 46 milhões de doses, prevista no primeiro contrato com o governo federal, o Instituto Butantan dependia da chegada do insumo da vacina, que é importado da China.

Em março, o Butantan recebeu uma remessa de 8,2 mil litros de IFA, correspondente a cerca de 14 milhões de doses. Outros 11 mil litros de insumos chegaram ao país em fevereiro.

Na semana passada, o Butantan entregou mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) e atingiu os 40,7 milhões de doses desde o início das entregas, a 17 de janeiro.

Após finalizar a entrega dos 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde referente ao primeiro contrato assinado, o Butantan deve entregar mais 54 milhões de doses ao governo federal até ao final de setembro.

Eficácia

Um estudo clínico feito pelo Butantan sobre a Coronavac mostra que a eficácia da vacina é maior do que nos resultados iniciais, divulgados entre dezembro e janeiro.

Segundo um artigo científico encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet, uma das mais respeitadas do mundo, a eficácia para casos sintomáticos de Covid-19 atingiu 50,7%, ante os 50,38% informados inicialmente. Ou seja, a vacina reduz para metade os novos registos de contaminação numa população vacinada.

De acordo com o estudo, a eficácia da CoronaVac pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina.

G1