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China Three Gorges Brasil investe 573 milhões em hidroelétricas.

O vice-presidente do departamento financeiro e de relações com os investidores da CTG Brasil, Carlos Carvalhal, numa entrevista à BNamericas, declarou que o investimento será feito através da subsidiária do grupo – Rio Paraná Energia.

Em junho, a companhia concluiu a emissão de 845 milhões de reais (167 milhões de dólares americanos) em obrigações locais, dos quais 650 milhões serão investidos na segunda fase da atualização das hidroelétricas.

A Rio Paraná Energia foi criada quando a CTG Brasil ganhou as concessões das centrais hidroelétricas para a Ilha Solteira e Jupiá em 2015, que têm uma capacidade instalada de 4,995 MW.

“Esta atualização será uma das maiores no país e reforça o nosso compromisso de longo termo com o Brasil”, disse Carvalho.

A segunda fase inclui a modernização de oito unidades de geradores – quatro em cada central –, dos sistemas auxiliares elétricos e mecânicos e a implementação de uma nova geração de sistema operativo (GOC).

De acordo com Carvalho, a CTG também está a estudar as condições para gerar energia solar no país, que “deve atrair novos investimentos das indústrias que procuram energia de baixo custo, limpa e fiável”.

“Chegámos ao Brasil em 2013 e já somos a segunda maior produtora privada de energia no país, com investimentos em 17 centrais hidroelétricas e 11 parques eólicos, com uma capacidade total de 8.3 GW”, sublinhou.

“Os nossos investimentos são de longo termo. Acreditamos que o Brasil tem potencial para desenvolver operações de larga escala na área de energia limpa e renovável. Esse é o objetivo principal da CTG. Portanto, queremos manter o nosso plano de crescimento e continuar atentos às oportunidades que o mercado possa oferecer, sempre focados na produção de energia limpa e renovável, como a hídrica, eólica e solar”, explicou Carvalho.

A CTG Brasil mitigou 100% das emissões diretas de dióxido de carbono relativamente às operações realizadas em 2019, através de atividades de conservação florestal numa área de 220 mil hectares em Amapá, que irá prevenir o lançamento de 3,5 milhões de toneladas de carbono para atmosfera nos próximos 30 anos.

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