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China reitera compromissos sobre alterações climáticas

A China, o maior país em desenvolvimento do mundo, reafirmou que as suas emissões de CO2 atingirão o seu pico antes de 2030 e que a neutralidade de carbono será alcançada antes de 2060.

A promessa foi reiterada pelo Presidente Xi Jinping, na Cimeira de Líderes sobre o Clima, nesta quinta-feira. Este foi um importante momento para o processo político global sobre o clima antes da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas marcada em Glasgow, no Reino Unido, em novembro.

Segundo observou o Presidente, "a China fez da cooperação na civilização ecológica uma prioridade da construção conjunta da Iniciativa Cinturão e Rota e promoveu uma série de iniciativas verdes.” Acrescentou ainda que a China realizará a 15ª reunião da Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica, em outubro.

Controlar e refrear o consumo de carvão

Xi Jinping disse a outros líderes mundiais, na cimeira, que já estavam a ser tomadas medidas concretas. Segundo ele, "a China integrou o objetivo na construção da civilização ecológica e está em curso um plano de ação para atingir o pico das emissões de carbono até 2030."

Acrescentou que a China irá, "durante o 14º Plano Quinquenal (2021-2025), controlar rigorosamente o crescimento do consumo de carvão e reduzir gradualmente o consumo durante o 15º período do Plano Quinquenal"

A energia alimentada a carvão continua a ser uma importante fonte de energia na China, prometendo o país trazer a parte do carvão no consumo total de energia para menos de 56 por cento em 2021.

O 14º Plano Quinquenal, um documento político fundamental que irá influenciar fortemente o desenvolvimento económico da nação na próxima década e futuramente, sublinhou que o consumo de energia por unidade do produto interno bruto (PIB) e as emissões de dióxido de carbono por unidade do PIB serão reduzidas em 13,5% e 18%, respetivamente, durante o período.

Entretanto, Xi Jinping observou que estas não são tarefas fáceis. Como disse ele, “o compromisso da China é muito mais curto do que o dos países desenvolvidos.”

O compromisso de baixo carbono, estima-se, exige que a China faça a transição de atingir o seu pico de carbono para realizar a neutralidade de carbono dentro de 30 anos, em comparação com os 60 anos levados pela maioria dos países desenvolvidos do mundo.

Salientou, ainda, que os países deveriam honrar as promessas de enfrentar as alterações climáticas.

A Cimeira de Copenhaga em 2009 fixou a meta da China para 2020 de consumo de energia não fóssil em 15% e implicou uma redução de 40 a 45% da intensidade de carbono em relação a 2005. As estatísticas da China para 2019 são de 15,3% e 48,1%, respetivamente, o que significa que o país excedeu e cumpriu as metas estabelecidas antes do previsto.

De acordo com o Ministério da Ecologia e Ambiente, em comparação com 2005, as emissões com efeito de estufa por unidade do PIB tinham diminuído 48% até 2019 na China, atingindo, antes do prazo previsto, o compromisso da China para com as metas de 2020.

A cooperação global é vital

Xi Jinping sublinhou também a importância da cooperação global, apelando à comunidade internacional para trabalhar em conjunto, em vez de recorrer à acusação mútua, para cumprir as promessas, em vez de voltar atrás nelas.

O presidente advertiu contra as abordagens fragmentadas e paliativas na conservação do ambiente ecológico.

Xi, congratulando-se com o regresso dos Estados Unidos à governação multilateral em matéria de alterações climáticas, disse que a China está ansiosa por trabalhar com a sociedade internacional, incluindo os Estados Unidos, para fazer avançar a governação ambiental global.

Os países desenvolvidos devem fazer esforços concretos para ajudar os países em desenvolvimento a melhorar as suas capacidades para lidar com as alterações climáticas, acrescentou, sublinhando o princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas no processo.

Salientou repetidamente a importância de defender o multilateralismo, a unidade e a cooperação para enfrentar as alterações climáticas.

A China e os países europeus têm trabalhado de perto na luta global contra as alterações climáticas, após o antigo Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado em novembro de 2019 que abandonaria o acordo de Paris sobre as alterações climáticas, que entrou em vigor um ano mais tarde.

CGTN