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Exposição francesa em Pequim promove intercâmbio cultural.

A exposição "De Courbet, Corot ao Impressionismo - O Mundo de Luz e Sombra da Normandia, França" foi lançada no Museu Mundial de Arte de Pequim em Pequim em 17 de julho, como parte do Décimo Quinto Festival Croisements.

Aberta ao público até 15 de outubro, a mostra exibe 61 obras-primas francesas inspiradas na região da Normandia. Inclui obras de figuras-chave do movimento impressionista, como Claude Monet e Berthe Morisot; o líder do movimento realista, Gustave Courbet; e a pintora Camille Corot, da escola francesa Barbizon.

Na cerimônia de abertura, Laurent Bili, embaixador da França na China, expressou seu reconhecimento pelas conquistas alcançadas no intercâmbio cultural entre a China e a França e elogiou o valor artístico das exposições.

"Como a exposição de encerramento do Festival Croisements 2021 em Pequim, esta exposição reuniu mais de 60 obras de artistas franceses. Seguiremos os passos de mestres da arte franceses, incluindo Delacroix, Courbet, Corot, Bert, Moriso e Manet, para viajar por tempo e espaço na região da Normandia ", disse ele.

Ji Pengcheng, curador executivo do Museu Mundial de Arte de Pequim da China Millennium Monument, apresentou a posição única da região da Normandia na história da arte. Ele disse que a mostra apresenta obras-primas de antes e depois do movimento impressionista. Ele disse que representava uma excelente oportunidade para o público obter uma visão sobre o movimento da arte impressionista.

Esta exposição foi organizada pelo Monumento do Milênio da China e co-patrocinada pela empresa Beijing Wenze Times, a Escola de Arte e Design de Novas Mídias da Universidade de Beihang e a Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim. É apoiado pela Embaixada da França na China.

O Décimo Quinto Festival Croisements será realizado de 21 de abril a 31 de julho deste ano em 14 cidades da China. O festival inclui um total de 78 eventos culturais China-França, abrangendo artes visuais, música, teatro, cinema, dança, moda e literatura.

China.org.cn

UE desenvolve alternativa para tentar fazer sombra à Nova Rota da Seda.

 

A União Europeia (UE) está a desenvolver uma abordagem própria para tentar fazer sombra à iniciativa chinesa da "Nova Rota da Seda."

Entre outros projetos, Pequim já investiu no porto grego de Pireu e tem interesse em Itália, o que mostra a importância do mar Mediterrâneo para projetos de transporte e infraestrutura.

Reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram dar, esta segunda-feira, um novo ímpeto à estratégia de uma "Europa Globalmente Conectada", demarcando um foco de investimento em infraestruturas e quadros regulamentares para ligar a Europa ao mundo a partir de 2022.

"[A abordagem] tem um propósito mais amplo de colocar a conectividade no centro de nossa política externa. Começámos a fazer isso há dois anos, com nosso acordo com o Japão. Mas atualmente é muito importante para nós olhar para os problemas de conectividade com o Médio Oriente, olhar para a Ásia Central e China", sublinhou, em conferência de imprensa, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Melhor conectividade significa diversificação das cadeias de valor e redução de dependências estratégicas para a UE e parceiros.

Em junho, o presidente dos EUA, Joe Biden, convenceu os líderes do G7 a apoiar uma “alternativa” à Nova Rota da Seda da China.

Euronews

Cresce tráfego de trens de carga China-Europa via porto fronteiriço de Xinjiang no primeiro semestre.

O porto de Horgos, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, lidou com 3.057 trens de carga China-Europa na primeira metade deste ano, representando um aumento anual de 52,5% e ocupando o primeiro lugar entre todos os portos ferroviários do país.

O volume total de carga ferroviária em Horgos, o porto chinês mais próximo à Ásia Central e Europa por via terrestre, atingiu 4,29 milhões de toneladas, um aumento de 66,8% em termos anuais, segundo estatísticas alfandegárias.

Este ano foram abertas sete novas rotas de trens de carga China-Europa que passam por Horgos, o que eleva para 28 o número total de linhas de trens de carga através desse porto.

Wei Chunguang, funcionário da alfândega, disse que eletrodomésticos, produtos químicos e ítens de necessidades diárias constituem os principais artigos de exportação, enquanto as exportações de acessórios para automóveis e componentes eletrônicos estão ganhando ritmo.

Se registrou um aumento constante nas importações de autopeças e fio de algodão, entre outros, da Ásia Central e Europa nas viagens de volta dos trens de carga, acrescentou Wei.

Xinhua

China apela a consenso e cooperação com a Europa.

O Presidente chinês, Xi Jinping, pediu uma "expansão do consenso e cooperação" com os países europeus, para "enfrentar desafios globais em conjunto".

Xi Jinping fez o apelo durante uma videoconferência, realizada na segunda-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, na qual foram abordadas as relações bilaterais entre a China e a União Europeia (UE).

Citado hoje pela televisão estatal CCTV, o líder chinês apelou ao "respeito mútuo" e "busca por interesses comuns", e a uma "gestão adequada" das diferenças, visando desenvolver os laços entre a China e a Europa.

"Esperamos que a Europa desempenhe um papel mais ativo nos assuntos internacionais, refletindo verdadeiramente a sua autonomia estratégica", exortou Xi.

O apelo surge após uma visita do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Europa, que visou formar uma frente comum para desafiar a China em questões económicas e de Direitos Humanos.

A cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) apontou também, pela primeira vez, a China como um adversário.

Xi ressaltou o seu compromisso com um "verdadeiro multilateralismo", que permita resolver os problemas internacionais "por meio de consultas".

Apesar de a União Europeia reclamar há vários anos reciprocidade no acesso ao mercado, apontando que as suas empresas enfrentam regulamentos discriminatórios no país asiático, Xi pediu aos países europeus que "proporcionem um ambiente de negócios transparente e não discriminatório para as empresas chinesas".

O Presidente chinês pediu também às nações europeias para apoiarem a celebração dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022.

A conferência entre os três líderes, que não foi anunciada antecipadamente, serviu também para abordar o comércio internacional, o combate às mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade e a cooperação internacional no contexto da pandemia da covid-19.

RTP

China continua a ver UE como contrabalanço ao poder dos Estados Unidos.

O país asiático ocupa um lugar importante na agenda da visita do Presidente norte-americano Joe Biden à Europa, esta semana, à medida que a principal potência emergente assume uma relevância crescente nos assuntos internacionais.

Shen Dingli, diretor do Instituto de Estudos Internacionais na Universidade Fudan, em Xangai, nota que Pequim continua a ver a "UE como um provável contrabalançar da hegemonia dos Estados Unidos".

Numa altura em que Biden se tenta reaproximar dos aliados, após o antecessor, Donald Trump, ter abalado as relações transatlânticas, e assumir uma política comum para a China, diferentes interesses económicos e estratégicos continuam a dificultar um consenso entre ambos os lados.

"Não existe um consenso para uma abordagem comum transatlântica para a China", admite à agência Lusa o embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte.

"Esse consenso tem que ser construído e trabalhado com a própria China" e depende também "da reação que a China tem e como trabalha, cria as explicações, as seguranças, junto dos outros, para que haja respostas diferentes", resume.

Nos últimos meses, a relação entre China e União Europeia deteriorou-se, depois de os dois lados imporem sanções um ao outro, devido aos abusos dos Direitos Humanos de minorias étnicas de origem muçulmana na região de Xinjiang, no oeste chinês.

Entre os visados pelas sanções retaliatórias da China estão cinco membros do Parlamento Europeu - Reinhard Butikofer, Michael Gahler, Raphael Glucksmann, Ilhan Kyuchyuk e Miriam Lexmann.

A decisão chinesa colocou em risco o Acordo Global de Investimento entre os dois lados. O acordo precisa da aprovação dos eurodeputados para entrar em vigor. O Parlamento Europeu decidiu congelar a ratificação do acordo, entretanto, e anunciou que não prosseguirá com este até que a China levante as sanções.

À semelhança dos Estados Unidos, a União Europeia reclama uma relação mais igualitária e recíproca em termos de comércio e investimento com a China e espera que o país asiático tenha mais respeito pela democracia e direitos humanos.

"Convém trabalhar seriamente nisso, para encontrar os equilíbrios necessários e para que haja um sentimento de reciprocidade e igualdade de tratamento entre todos os povos", afirmou José Augusto Duarte.

A nível de Defesa, vários países europeus, incluindo França e Alemanha, estão agora também mais dispostos a enviar navios da Marinha até ao mar do Sul da China para reforçar a mensagem dos EUA sobre a liberdade de navegação na região. No entanto, é improvável que haja um apoio europeu no caso de um conflito por Taiwan.

Pequim reclama a ilha como parte do seu território e ameaça usar a força para travar a sua independência. Os EUA continuam a ser o aliado mais poderoso de Taiwan e o seu principal fornecedor de armas. Nos últimos anos têm reafirmado a sua aliança com o território, à medida que Pequim aumenta a pressão militar.

"Para a China, o conceito de uma política independente de defesa europeia é, geralmente, considerado adequado, na sua noção preferida de um mundo multipolar, ao invés vez de unipolar e dominado pelos Estados Unidos", aponta também à Lusa Shen Dingli.

Apesar de, no contexto da NATO, EUA e Europa executarem operações militares conjuntas no exterior, uma política de segurança e defesa europeia independente "não seria necessariamente igual à dos Estados Unidos, especialmente se os norte-americanos divergirem significativamente da norma do direito internacional, como foi o caso da Guerra do Iraque", argumenta.

Biden viaja primeiro para o Reino Unido para uma cimeira entre os líderes do G7 e, em seguida, para Bruxelas, para a cimeira da OTAN e um encontro com os chefes da União Europeia.

Notícias ao Minuto

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