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O Uruguai tem oportunidades para atrair mais investimentos da China

Diplomatas, empresários e técnicos concordaram, na quarta-feira, sobre as possibilidades do Uruguai atrair mais investimentos da China, no âmbito de uma relação bilateral cada vez mais intensa.

Isso foi expresso num fórum virtual realizado como parte das atividades do 35º aniversário da Câmara de Comércio Uruguai-China (CCUCH), organizado por essa entidade e pela MM&A Global Consulting, prestadora de serviços jurídicos, contáveis e comerciais que opera na América, na Europa e na Ásia.

A Diretora Adjunta de Assuntos Económicos Bilaterais do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, Gabriela González, disse que “vemos sempre a China como um parceiro prioritário.”

Ela destacou que em 2020 foi realizada a 20ª Comissão Conjunta Económico-Comercial e de Cooperação entre os dois países e que "já estamos a colher alguns dos frutos" dessa instância em novas áreas de comércio para além das tradicionais, como a carne, a soja e a celulose.

O representante do governo do Presidente Luis Lacalle Pou enfatizou que a China é " o nosso principal parceiro comercial" e "queremos continuar a trabalhar nesta área para que ela possa ser aprofundada.”

A China capturou um quarto dos pedidos de exportação uruguaios entre janeiro e abril de 2021, fechando negócios no valor de 658 milhões de dólares.

O embaixador uruguaio na China, Fernando Lugris, disse sobre Pequim que "estamos num ano de bom desempenho com um crescimento muito importante e bons desempenhos em todos os setores, exceto no da lã.”

Ele disse que no âmbito da parceria estratégica entre os dois países “estamos a detetar áreas de complementação” em termos de “win-win” e o setor lácteo “é um bom exemplo” de coordenação a nível público e privado.

Lugris disse que o Uruguai deveria promover a sua posição estratégica na região e oferecer a sua estabilidade legal e os seus regimes de zona franca em portos e aeroportos para atrair investimentos de empresas chinesas.

Por outro lado, ele enfatizou que o turismo chinês será fundamental, estando a preparar-se para receber uma onda de turistas chineses que chegarão à América Latina após a pandemia.

Enquanto isso, o embaixador chinês no Uruguai, Wang Gang, enfatizou que nas últimas três décadas houve um “grande salto” em todas as áreas de laços bilaterais.

Wang disse que, desde 2012, a China tem sido o principal parceiro comercial do Uruguai e o seu maior mercado, enquanto que mais recentemente se tornou também no seu maior parceiro de cooperação.

O embaixador salientou que há muito a ser feito em termos de investimento e que no âmbito do memorando da iniciativa Belt and Road, empresas de ambas as nações deveriam ser ajudadas a identificar os projetos com maior potencial e a resolver os problemas que possam surgir.

Além disso, ele reiterou a “atitude aberta” da China para estabelecer um acordo comercial “bilateral ou como bloco” com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai), “quando o Uruguai, ou o bloco como um todo, estiverem prontos.”

Spanish Xinhua