China pede novamente que Japão retire suas falas errôneas

2025-12-23

O representante permanente da China nas Nações Unidas, Fu Cong, discursou na segunda-feira (15) em um debate aberto do Conselho de Segurança, reiterando seu apelo para que o Japão retirasse suas declarações errôneas.

 

Fu Cong afirmou que este ano marca o 80º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Antifascista Mundial. Em um momento em que a comunidade internacional revisa conjuntamente a história e planeja o futuro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, segue contra a corrente, alegando que a “crise existencial” do Japão está relacionada a Taiwan, além de insinuar e ameaçar que o Japão interviria militarmente na questão de Taiwan.

 

“Trata-se de uma flagrante interferência nos assuntos internos da China, uma violação aberta dos compromissos do Japão com a China e a comunidade internacional como nação derrotada na Segunda Guerra Mundial, um desafio direto às conquistas da Segunda Guerra Mundial e à ordem internacional pós-guerra, e uma violação das normas básicas das relações internacionais baseadas nos propósitos e princípios da Carta da ONU, representando uma séria ameaça à paz na Ásia e no mundo.”

 

Fu Cong enfatizou que as lições da Segunda Guerra Mundial ainda estão frescas em nossas mentes. Há oitenta anos, o militarismo japonês, sob o pretexto de uma suposta “crise existencial”, expandiu suas forças armadas e se preparou para a guerra, lançando agressões contra outros países em nome da “autodefesa”, trazendo um desastre profundo para a China, a Ásia e o mundo.

 

“Hoje, oitenta anos depois, jamais devemos permitir que o militarismo ressurgisse, nem que o espectro do fascismo se levante novamente. A China insta mais uma vez o Japão a retratar-se de suas declarações errôneas, a refletir seriamente sobre seus erros e a não prosseguir pelo caminho errado.”

 

Fu Cong destacou que a devolução de Taiwan pelo Japão, território que havia tomado, à China é uma parte importante da ordem internacional pós-guerra.

 

“Taiwan faz parte inseparável do território chinês; este é um fato incontestável, estabelecido tanto política quanto juridicamente. O fato de o Japão ter anunciado sua rendição incondicional em 1945, e de o governo chinês ter realizado uma cerimônia de rendição da província de Taiwan no Teatro de Operações da China, já demonstra plenamente isso. A Declaração do Cairo, a Declaração de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão, a Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU, os pareceres jurídicos concernentes da ONU, a Declaração Conjunta Sino-Japonesa, o Tratado de Paz e Amizade China-Japão e outros instrumentos jurídicos internacionais e documentos políticos bilaterais também comprovam isso.”

 

CRI

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