A Conferência de 2025 sobre o Desenvolvimento de Alta Qualidade da Economia de Baixa Altitude na Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau foi realizada na cidade de Guangzhou, no sul da China, na quinta-feira (25), reunindo autoridades governamentais, líderes da indústria e acadêmicos para traçar um caminho para o crescimento impulsionado pela inovação.
A economia de baixa altitude, um aglomerado estratégico emergente, representa uma fronteira fundamental para o avanço tecnológico e a diversificação econômica. A Grande Área da Baía, com seu robusto ecossistema industrial e sinergias transfronteiriças, está preparada para liderar esse movimento.
A província de Guangdong, o motor central da área, é um polo no cenário da economia de baixa altitude na China. Dados da Comissão Provincial de Desenvolvimento e Reforma de Guangdong revelam que a província abriga mais de 15.000 empresas da cadeia produtiva da indústria de baixa altitude, 30% do total da China, incluindo líderes globais como EHang e DJI. Em 2024, Guangdong produziu 6,94 milhões de drones civis, representando 95% da participação de mercado de drones de consumo e 54% da participação de mercado de drones industriais na China.
A conferência resultou em importantes colaborações, com cidades como Hong Kong, Macau, Guangzhou e Zhuhai assinando acordos que abrangem parcerias entre governo e empresas, alianças de pesquisa e inovações operacionais. Essas medidas visam criar um ecossistema industrial em rede, acelerando a integração de aplicações de baixa altitude.
Zhang Hu, vice-governador executivo de Guangdong, enfatizou a prontidão da Grande Área da Baía para um crescimento robusto da economia de baixa altitude, observando que a região possui um ambiente de inovação excepcional, condições de negócios de classe mundial e um sistema industrial maduro.
Hong Kong está aproveitando suas vantagens únicas sob o princípio de "um país, dois sistemas". Em março, a cidade lançou um "ambiente regulatório experimental" para projetos de baixa altitude, permitindo testes controlados de tecnologias e infraestrutura.
Michael Wong, vice-secretário de finanças do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) e chefe da força-tarefa para a economia de baixa altitude, afirmou: "Como um centro financeiro, de transporte marítimo e comercial internacional, Hong Kong utilizará plenamente seu papel de superconector para colaborar com Guangzhou e outras cidades da Grande Área da Baía no avanço do desenvolvimento de alta qualidade da economia de baixa altitude."
Macau também estabeleceu uma força-tarefa dedicada ao desenvolvimento da economia de baixa altitude.
"A economia de baixa altitude é uma indústria estratégica nacional e um novo motor para a integração da Grande Área da Baía", disse Tai Kin Ip, secretário de economia e finanças do governo da Região Administrativa Especial de Macau, acrescentando que Macau fortalecerá a cooperação com as cidades vizinhas para contribuir para o desenvolvimento de alta qualidade do setor.
Um relatório de 2025 sobre a indústria de baixa altitude na área, publicado pelo Serviço de Informação Econômica da China, destaca a necessidade de sinergia entre Guangzhou, Shenzhen e Zhuhai como centros principais, juntamente com uma integração mais profunda com Hong Kong e Macau.