A China planeja avançar com duas grandes missões espaciais em 2026: expandir o uso e o desenvolvimento de sua estação espacial e impulsionar seu programa de exploração lunar tripulada, revelou nesta sexta-feira (27) a Agência Espacial Tripulada da China.
O país projeta dois voos espaciais tripulados e uma missão de reabastecimento de carga ainda este ano, além de acelerar a construção de instalações e equipamentos de apoio no Centro Espacial de Wenchang para futuras missões à Lua.
Astronautas das regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong e Macau poderão participar de voos para a estação espacial já em 2026. Um membro da futura tripulação da Shenzhou-23 também dará início à estadia de um ano em órbita como parte de um teste de missão estendida.
Até o momento, a China concluiu seis voos espaciais tripulados, quatro missões de reabastecimento de carga e sete de retorno de espaçonaves. Seis tripulações de astronautas completaram missões de longa duração a bordo da estação espacial. Juntos, os 18 astronautas realizaram 13 caminhadas espaciais e diversas operações com cargas úteis fora da estação, sendo que uma dessas caminhadas durou nove horas – um recorde mundial.
Com o objetivo de levar astronautas chineses à Lua antes de 2030, a pesquisa e a construção para a fase de pouso lunar estão progredindo de forma constante. Os principais componentes – o foguete lançador Longa Marcha-10, a espaçonave tripulada Mengzhou e o módulo de pouso lunar Lanyue – têm apresentado avanços significativos em seu desenvolvimento.
A China está intensificando também a cooperação internacional em voos espaciais tripulados.
No ano passado, o país assinou com o governo paquistanês um acordo sobre seleção e treinamento de astronautas. De acordo com os planos de missão atuais, um astronauta paquistanês participará de um voo de curta duração para a estação espacial chinesa como especialista em carga útil, realizando experimentos científicos em nome do Paquistão.
A estação espacial chinesa já abrigou 267 projetos científicos e de aplicação em órbita, abrangendo áreas como ciências da vida no espaço, física da microgravidade e novas tecnologias espaciais.
Tradução: Inês Zhu
Revisão: Patrícia Comunello
Fonte: CMG
CRI