“A reforma do sistema de governança global da saúde deve seguir a liderança dos Estados membros e levar em conta as vozes e necessidades dos países em desenvolvimento, buscando um desenvolvimento equilibrado da saúde global”, afirmou o chefe da delegação chinesa e diretor da Comissão Nacional de Saúde, Lei Haichao, em seu discurso no debate geral da 79ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), nesta terça-feira (19).
O representante chinês sublinhou a necessidade de elevar a prioridade da saúde na agenda política, integrá-la em todas as políticas e colocá-la em posição prioritária, promovendo sua formulação e implementação nos campos da concepção, do planejamento, do investimento, da garantia de recursos e dos resultados.
Lei Haichao também defendeu o aumento contínuo dos investimentos na saúde global. Segundo o chefe da delegação, a China apoia firmemente o multilateralismo e o papel central e coordenador da Organização Mundial da Saúde (OMS) na governança global do setor.
O dirigente afirmou que a China trabalhará com todas as partes para promover uma governança global da saúde mais equitativa, justa e eficiente. Ele acrescentou que a China está disposta a trabalhar em conjunto com os demais Estados membros para avançar nas negociações do anexo ao Acordo sobre Pandemias e construir em conjunto uma comunidade de saúde comum para a humanidade.
Lei Haichao enfatizou que existe apenas uma China no mundo e que Taiwan é uma parte inalienável do território chinês, posicionamento alinhado ao entendimento estabelecido pela Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU e pela Resolução 25,1 da AMS.
De acordo com o representante, a decisão de não permitir que Taiwan participe da AMS foi tomada pelo governo central chinês e recebeu o apoio da grande maioria dos Estados membros e da própria AMS.
A 79ª Assembleia Mundial da Saúde começou nesta segunda-feira (18) em Genebra, na Suíça, com o tema “Remodelando a saúde global: responsabilidades compartilhadas”.
Fonte: CMG