Com a reabertura da rota de resgate por terra que liga a vila de Gyirong ao posto fronteiriço, forças militares chinesas avançaram nesta quarta-feira (2) para a área mais afetada pelo desastre, intensificando as operações de busca, desinfecção e prevenção epidemiológica.
As equipes foram divididas em três grupos – busca e salvamento, desinfecção e remoção de entulhos – que atuam em uma área de 3 mil metros quadrados. O Comando Militar do Tibete mobilizou 12 militares para remoção dos escombros, 10 para as buscas e 15 para a desinfecção. Já o destacamento da Polícia Armada de Shigatse enviou 18 agentes especializados para realizar uma varredura minuciosa em busca de desaparecidos. Os pertences encontrados são recolhidos e encaminhados, enquanto as equipes de desinfecção higienizam as áreas que já foram escavadas.
“Assim que chegamos, iniciamos uma busca exaustiva, setor por setor, sem perder tempo. Mantemos a esperança e fazemos todo o possível para não deixar nenhum desaparecido para trás”, afirmou o oficial Li Qipu.
As operações de escavação e resgate devem continuar nos próximos dias. Com o corredor terrestre totalmente desobstruído, máquinas pesadas e mais equipes de resgate chegaram à região, permitindo a realização de buscas em maior escala. O acúmulo de lama e rochas que deslizaram das montanhas dificulta o trabalho manual, exigindo o uso de equipamentos em conjunto com os socorristas.
A rodovia nacional 216, único acesso terrestre entre a vila e o posto, antes só permitia a chegada de equipes após horas de caminhada ou por helicóptero, o que limitava as operações iniciais.
Atualmente, toda a área crítica do posto fronteiriço conta com cobertura total de 5G. Mais de dez postes de energia foram transportados ao local, enquanto os reparos da rede elétrica continuam.